Vê, inventam, baralham e difamam. Não sabem, mas querem saber. Preenchem a história à sua maneira, para ter mais piada, para dar mais gozo. Gozam, falam e esquecem-se deles mesmos. Não pensam que magoa, que dói, que altera e ás vezes estraga vidas. Brincam, mudam rumos, cabeças... Sentem-se com poder para mexer na vida dos outros. Sentem-se suficientemente bons para julgar as atitudes dos outros. Acham-se tanto, que pensam que conhecem os outros. Não conseguem ter, querem estragar o que os outros têm e muitas vezes procuram o dos outros. Não conseguem andar para a frente, e param os que andam, os coitados que se deixam parar, por ingenuidade. Aproveitam-se, abusam e molestam. Não sabem parar? Vingam-se. Fica o rancor. Não sabem pensar nos outros, na felicidade que estragam. Não sabem ser humildes, ter sentido de oportunidade. Só sabem estragar o que os outros andam a construir, com tanto esforço, com tanta lágrima, com tanto custo pessoal. Estragam a imagem das pessoas, sem quererem saber a verdade - não lhes interessa. Quando conseguem alguma coisa, é tudo para eles. Não partilham, são egoístas, são excessivamente protectores, têm medo de perder. Não sabem ser. Os motivos? Todos temos motivos para ser más pessoas. As escolhas? Todos podemos fazer escolhas entre o que está certo e o que está errado. Não há respeito, nem pelos que lhes estão mais perto, nem pelos que lhes estão mais longe. Não respeitam, não mostram uma mãe amiga, nunca - quando pensamos que estão a mostrar, acabamos sempre por descobrir que havia uma intenção terrivelmente demente. Demencia, paragem cerebral, falta de carácter, de amor-próprio, de dignidade. Aproveitam-se da bondade dos outros, usam e abusam até que um dia deixam de precisar, e depois... Seguem o que gostavam de ser, mas invejam, estragam, dificultam...
Leave my life alone, and get your own.
























