(...) Os nossos limites foram encontrados muito cedo - demasiado cedo atrevo-me a dizer - e a nossa linha é uma espécie de elástico... como se fosse o elástico de uma fisga, em que aquelas duas coisinhas que o seguram sou eu e tu, sabes? Agora visualiza: O elástico está a ser puxado demasiado depressa, com demasiada força e até ao limite. A extremidade R deixa de ter força, começa a curvar para aguentar a pressão, mas de repende decide que não quer fazer mais força e que não aguenta mais - PUM! - A extremidade R pára de lutar para ajudar a extremidade F. O elástico solta-se e bate com toda a força na cara da extremidade F. Dói, não dói amor? ... Mereceste todos os bocadinhos da dor proporcionada pelo elástico que eu soltei. Natal? Prenda do namorado debaixo da árvore? Pft, o que é que isso interessa? Ele não teve paciência e decidiu ir para uma tasca.
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