Sempre achei que, em certos casos, a ignorância é uma coisa muita boa! Saber o que são falsas memórias e perceber a facilidade com que elas se formam é assustador. Saber a vulnerabilidade da mente humana, coisa complexa, face à influência social é francamente assustador... Saber que os juízes dos estados americanos conseguem evitar a etnia do acusado, mas não conseguem deixar de ser influenciados pelas características africanas da face das pessoas (damn), é... Nem sei o que é... Saber tanta coisa sobre mim, sobre ele, sobre elas... É deveras assustador. Eu até sei o que fazer para adormecer mais depressa, mas nem isso resulta comigo.
Manutenção das relações? C'uns diabos, para que te quero eu? É giro saber... Mas saber e não conseguir evitar? Sim self-handicapping, conheço-te tão bem... sim procrastinação, sei como te evitar... Mas e fazer? Porra, é mesmo complicado. Eu gosto de saber, não gosto é de não saber...
Será que é por todos os estudantes de Psicologia um dia sentirem isto que acabamos todos maluquinhos? Ahhh, uma futurissima Doutora Psicóloga a dizer maluquinhos... mas é verdade... antes de ser estudante de Psicologia, sou pessoa, e como pessoa não vou estar a debitar matéria de livros aos outros, nem vou estar a evitar palavras só porque "fica mal"... Uma vez uma senhora disse-me que esta é uma profissão isoladora... Olham para nós, e falam connosco como se tivéssemos os pózinhos-pri-lim-pim-pins para a felicidade. NÃO TEMOS! Se não, fazíamos do mundo um lugar cheio de cores "algodão-doce", não era? Ninguém aqui tem gosto em manter a infelicidade dos outros... muito menos a nossa.
Se calhar, saber estas coisas (por tão pouco que seja) torna-me resistente a todos os métodos, estratégias, terapias e afins... Talvez, por saber, não me deixo influenciar... Porra pá, eu que sempre quis ser hipnotizada, fazer regressão... PORRA!!!
Ai Psicologia, para que te quero? E para que raio me queres a mim?
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