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sábado, 8 de outubro de 2011

tu

Tu eras fácil. Era fácil falar contigo, estar contigo, discutir contigo, fazer as pazes contigo, ser contigo... Era fácil pertencer-te, mesmo que não tenha sido no mais puro sentido da palavra. Sempre disse que eu e tu éramos mais amigos que outra coisa e, apesar do que nós fomos, isto que somos agora só me prova que afinal eras mesmo meu amigo. Tinhas muitos benefícios em ser meu amigo naquela altura, mas agora, nem por isso... e mesmo assim continuas a estar quando te chamo. Porquê? Preocupas-te, queres saber, interessas-te, mas agora não ganhas realmente nada "palpável" com isso, acho que afinal gostaste mesmo de mim! Antes estávamos tão sintonizados, foram histórias tão semelhantes... hoje estamos completamente em (des)sintonia, foi um péssimo timing. Que merda! «Sinto a tua falta». Senti sempre que as coisas se complicavam - antes não era falta de ti, era falta do que nós tínhamos, da (des)complicação... Agora sinto falta de ti. 

Claro que não te vou dizer nada disto, acho que não tenho direito nenhum para tal, mas por aqui posso dizer, até porque isto tudo pode não ser para ti. 

sábado, 11 de junho de 2011

Obstáculos

Parece que melhorei. Hoje, dia em que me aventuro mais no estudo para o exame de PDCA, sinto-me melhor. Melhor no estudo, melhor na dedicação - esta ainda precisa de muito trabalho, não tanto no sentido de ter vontade, mas mais no sentido de não desistir aos primeiros obstáculos. Penso que é tudo uma questão de medo, de falhar, de me esforçar até não poder mais e esse esforço ter "sido em vão" - sei que nada é em vão, que tudo serve como aprendizagem e esses blá-blá-blás do costume, mas também sei que eu não sou perfeita.

A Psicologia é o que me fascina, o curso em si, nem tanto.. mas o que tem de ser, tem muita força. Gosto muito, mesmo muito, mas queria mais prática, queria que as teorias passassem da teoria, no fundo, queria começar. O voluntariado. Eu sei... Veio-me um cair nas mãos, mas... o obstáculo. Não sou uma menina de livros, artigos, o que for... Não sou! Adoro certas aulas, aprendo, mas quando chega à hora de estudar, ... eh!

Parece que dos poucos obstáculos que consigo ultrapassar com gosto são os nossos. Continuo sem ter a certeza de nada, mas cheira-me que vales a pena. Cheira-me que precisas de uns abanões de vez em quando... mas quem é que não precisa? Cheira-me que um dia nos vamos rir destas parvoices todas. Cheira-me que um dia vamos perceber que o nosso objectivo tem de ser trabalhado - e falo aqui no plural, porque apesar de eu o trabalhar, sei que também nisto não sou perfeita e que tenho muita coisa para melhorar. Mais tens tu, com toda a certeza, mas temos tempo. Sei, com toda a certeza do mundo, que gosto de ti. Sei que tu também gostas de mim, e é por isso que continuo. Se já devia ter desistido? Talvez, mas a verdade é que vai tudo melhorando... Tudo. E eu, como te disse, não me sinto preparada para outra separação. Se fosses perfeito, era de desconfiar!


Sei hoje, dia em que me estou a dedicar a isto, dia em que me estou a tentar abstrair de ti, que sou melhor. Hoje sou melhor, não só por ter mudado, mas principalmente por conseguir reconhecer essa mudança. Espero, do fundo do meu coração, que tu, Psicologia e que tu, Mickey sejam meus, apesar de todas as dificuldades que me trazem - espero que sejam meus enquanto eu vos quiser agarrar.



sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

2011




O primeiro de 2011 tinha de ser qualquer coisa.
E aqui está! Só a fotografia bastava mas... Aqui vamos nós:

Dois mil e dez foi um ano estranho. Foi um ano mesmo muito, muito estranho. Tão estranho que só me consigo aperceber mesmo do que aconteceu quando revejo textos, ou fotos, ou publicações no Facebook. É que parecendo que não, (...).

(...)* O primeiro de 2011 tem de ser realmente qualquer coisa, por isso não vamos falar de coisas más. Nem de más, nem de boas, porque todas as boas que vieram, foram derivadas das más. Quero só deixar aqui registado que conheci pessoas fantásticas ao longo deste ano. Fiz AMIGAS para a vida, e aprendi mais em seis meses do que, pensava eu, seria humanamente impossível. Andei, andei, e lá consegui voltar a um estádio aceitável...

E cá estou eu! BOM 2011. Principalmente para mim!

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Quente e frio

Hoje esteve calor. Fui só com uma blusa razoavelmente quente e morri de calor. Não gosto de transpirar, nem de me sentir abafada. Dei graças a Deus por todas as míseras amostras de vento que passaram hoje pelo meu cabelo super desmazelado. Não gosto de muito quente, principalmente em dias de Outono/Inverno. Gosto do frio. Gosto muito do frio. Não gosto da chuva, mas gosto mesmo muito do frio. Gosto de esfregar as mãos, de sentir a ponta do nariz gelada e gosto de ter de me encolher toda, oferecendo-me um self-hugging, numa tentativa palerma de conservar o calor que me resta. Gosto de blusonas quentes e largas, e gosto de usar gorro. Gosto muito do frio. E então, lembrei-me do teu frio.

O frio que se sente no teu quarto de lá é a melhor coisa. É esse frio, e o frio impossível das tuas mãos cinzentó-arroxeadas-a-dar-para-o-falecido. São esses frios, e o frio que tu sentes quando as minhas tentativas de enfiar a mãos debaixo de tudo para te tocar na pele são bem sucedidas. Gosto tantos dos teus frios que estou um pouco chateada por os nossos planos terem saído furados. Queria voltar antes do fim do ano... Ir "só para o ano" é muito tempo, apesar de estarmos a 7 de Dezembro.

Sete? Olha, já passou um mês..

terça-feira, 9 de março de 2010

SOL! SOL! SOL!

Está um dia tão bonito, não está? Parece que alguém enviou uma carta ao São Pedro a pedir um sol desta magnitude para me animar (a principal suspeita seria a Catarina e Guimarães, talvez a única!). A verdade é que me animou. Estava tão mal disposta quando abri o olho esta manhã... Mas lá para a hora de almoço senti-me melhor... bem, até.
Hoje estava capaz de ir até Guimarães só (só... um daqueles sós que equivalem a este só: "só ganhei o Euro-milhões) para pregar dois beijos nas amorosas bochechas da minha Catarina. Ia até Guimarães no meu carrinho, bastante devagarinho, e sem entrar numa única auto-estrada... Não, este não é um bom plano, talvez o fizesse com alguém ao lado... Sempre podia ir bastante depressa, chegar lá, dizer "entra no carro minha g'anda porca" e trazer a minha Catarina de Guimarães até à Baixa-da-Banheira sem entrar numa única auto-estrada (isto para estar sempre a olhar para campos iluminados pelo sol). Seja, minha querida Amiga do tipo Amiga, hoje estava capaz de te aparecer à frente - tudo culpa desta fonte de alegria!
Hoje até já me esqueci das negatividades que o Francisco me transmite. Claro que continua a ser uma treta, mas hoje até estava capaz de ir passear com ele e pensar que estávamos no dia 9 de Março de 2009! Hoje conseguia estar bastante apaixonada por ele, se não fosse o facto de achar que não estou. Mas, como está este SOL maravilhoso, acho que a paixão me voltava tão depressa quanto se foi. Enfim... Francisquinho, amor da minha vida, é bom que comeces a atinar porque eu prefiro mil vezes sentir-me bem do que mal. Resumindo: é bom que comeces a abrir os olhos e comeces a fazer coisas bonitas, e a dizer coisas bonitas, e a fazer-nos bonitos, porque isto assim é uma verdadeira merda. Meu amor, por favor, volta decente esta semana, e com a pestana bem aberta.
SOL, meu querido SOL, muito muito obrigada por teres feito uma visitinha! Só espero que não te vás já embora. Gostei muito muito de te ver!

quarta-feira, 3 de março de 2010

Divórcio

Hoje ouvi pela primeira vez (isto se não tiver reprimido nenhum acontecimento ou frase no meu inconsciente) a palavra divórcio. Penso muito sinceramente que não vai acontecer, mas assustei-me. Ando francamente impossível e começo a chorar por tudo e por nada (hoje até chorei porque acordei com o sol. Acontecimento este que, em estados psicológicos e mentais naturais na minha pessoa seria muito bem-vindo, hoje fez-me ficar exageradamente infeliz.).

Engordei imenso num curtíssimo espaço de tempo (acho que é daquelas gorduras que no Inverno só se notam se andarmos com a barriga à mostra, coisa que eu não faço.), estou com barriga de grávida e nasceram-me três borbulhas! Há imenso tempo que não tinha borbulhas...

Logo agora que já me consegui lembrar do porquê de ter ido para Psicologia, e que decidi pedir musicas bonitas ao João para pôr no mp4 para aguentar melhor a viagem... Ai de mim! Quero não ter preocupações para a minha única prioridade ser o curso de Psicologia! Xiça! Quero silêncio, por favor.

P.s. - A faculdade anda melhor, muito melhor... Mas há imenso tempo que não vou ver a minha avózinha e dar o jantar ao meu avô... Isto traduzido em psico-miúdos significa que estou em conflito interno... na minha opinião é um enorme conflito! E depois claro, os pais, os irmão, as amigas, o homem... está tudo muito, muito estranho. Porquê?

domingo, 12 de outubro de 2008

1/2 do nosso (meu) Amor

Quando te fiz aquela pergunta estava à espera de uma resposta. Tu, que me julgas tanto por não saber falar, por só dizer as coisas por mensagens e por guardar tudo o que devia dizer logo, não me soubeste responder. Disseste qualquer coisa a ver com «mimada». Será possível que ainda não tenhas percebido que fico assim quando fazes o que eu gostava que tu mudasses? Não, não percebes porque nem pensas nisso – duvido que penses que a culpa é tua quando temos algum problema (ao menos não é isso que mostras), porque na tua cabecinha eu sou a mimada, eu é que arranjo problemas, eu é que amuo, eu é que sou a pita. Estás tão seguro de ti que é completamente inconcebível pensares que andas a fazer alguma coisa mal. Não fazes. É isso que fazes mal: não fazes. Não me mandaste uma mensagem porque não estava lá e depois não te deu jeito. Não me foste buscar porque era longe e estavas confortavelmente sentado a fumar um cigarro, e porque não apeteceu. Não vieste ter comigo porque estavas no café. E hoje nem me disseste nada porque estavas ocupado. És um amor, mas não para mim. Quando eu te perguntei se era a sério riste-te. E eu, feita estúpida, continuei agarrada a ti. Palerma sim, mesmo palerma. Não vejo onde é que está a inteligência em gostar de alguém que não nos dá o que queremos, que se está completamente a cagar - estas-te a cagar, sim. A verdade é que és tudo o que eu não queria que fosses, e porque é que gosto de ti? Não sei, mas já nem é «gostar» – tu? Tu gostas de mim como eu gosto de vestidos, sapatos e malas, e de ir beber um cafezinho (faz-te lembrar alguma coisa?) – é fodido. O Amor é mesmo fodido. Mas quem o fode somos nós. Sabes quando é que o amor é mesmo fodido? Quando só há 1/2 d'Amor, que é o que acontece connosco. Dizes que não é medo, mas é. Se calhar és assim porque tens medo de sofrer outra vez – pelo que sei, da outra vez não te passou depressa. Tenho de pagar por isso durante quanto tempo? … Estou farta de ser sempre eu. (Não, hoje já nem era para mandares mensagem, só queria que me tivesses dito para irmos sair, mas não, palermice a minha, tens uma vida tão ocupada, mas não por minha causa.) Penso. Penso muitas, muitas vezes o que é que posso fazer para nos melhorar, e tenho conseguido, mas não me deixas continuar, fazes sempre qualquer coisa que me deixa com o pé atrás. Pormenores. Tem tudo a ver com pequeninos pormenores que te passam ao lado. Passa-se alguma coisa? Não, nada. Estou a fazer um esforço para ser como tu. A diferença é que me custa fazer isto e a ti não. Esqueceste-te das promessas que fazes. E já nem deves dar importância quando eu digo que te adoro – digo-o demais. Gostava que gostasses de mim. Gostava de sentir que gostavas de mim sem ser «às vezes», mas tu não deixas. Ou porque não gostas, ou porque não percebes o que fazes (porque eu nunca to fiz), ou porque te queres defender. Mas defender de quê? – Tudo o que te disse – tudo – era a sério, mesmo quando me rir, e quando brinquei – quis dizer todas as palavras que te disse. Mas não importa, pelo menos para ti. O pior disto tudo, é que já não me vejo sem ti. Aquela quarta-feira custou-me, enquanto que tu estavas na boa, sem querer saber. Ao princípio podia perceber o porquê de te afastares, mas agora? Agora não. Depois do que já me disseste, não. Ou és um grande actor ou puseste a tua protecção de lado uns minutos. És frio comigo. És péssimo para mim. Digo-te a brincar, mas é verdade. Queres que não tenha medo? Tenho sim, morro de medo, mas com motivos. Ao contrário de ti, que te pavoneavas ao dizer que não deixavas que os teus medos atrapalhassem a nossa relação. Mais uma treta. Nunca te dei motivos para teres medo de nada. Desde o principio que te dei tudo o que queria que me desses a mim, mas nunca percebeste. Tudo o que há entre nós és tu que metes – medos, pessoas, duvidas, inseguranças. Tudo tu. Eu tento ser compreensiva. Eu até de pergunto se queres ir ter com eles em vez de estar comigo, arranja lá uma namorada que faça isso e que goste de ti como eu gosto. Eu até deixei de pôr o que escrevo aqui – por ti, só porque não gostavas. Tão palerma… É amor, é tudo culpa do amor que sinto por ti, se não estava-me a cagar para as tuas mensagens, para a tua companhia, basicamente para ti... Não gozes comigo José Francisco, vê se ganhas juízo e começas a reparar em mim.
(Vês? Não dá... Não dá porque não queres.)