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quarta-feira, 3 de março de 2010

Divórcio

Hoje ouvi pela primeira vez (isto se não tiver reprimido nenhum acontecimento ou frase no meu inconsciente) a palavra divórcio. Penso muito sinceramente que não vai acontecer, mas assustei-me. Ando francamente impossível e começo a chorar por tudo e por nada (hoje até chorei porque acordei com o sol. Acontecimento este que, em estados psicológicos e mentais naturais na minha pessoa seria muito bem-vindo, hoje fez-me ficar exageradamente infeliz.).

Engordei imenso num curtíssimo espaço de tempo (acho que é daquelas gorduras que no Inverno só se notam se andarmos com a barriga à mostra, coisa que eu não faço.), estou com barriga de grávida e nasceram-me três borbulhas! Há imenso tempo que não tinha borbulhas...

Logo agora que já me consegui lembrar do porquê de ter ido para Psicologia, e que decidi pedir musicas bonitas ao João para pôr no mp4 para aguentar melhor a viagem... Ai de mim! Quero não ter preocupações para a minha única prioridade ser o curso de Psicologia! Xiça! Quero silêncio, por favor.

P.s. - A faculdade anda melhor, muito melhor... Mas há imenso tempo que não vou ver a minha avózinha e dar o jantar ao meu avô... Isto traduzido em psico-miúdos significa que estou em conflito interno... na minha opinião é um enorme conflito! E depois claro, os pais, os irmão, as amigas, o homem... está tudo muito, muito estranho. Porquê?

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Cair !

De um momento para o outro, numa sexta-feira treze dão-se quedas de muitos, muitos andares! Eu caí, logo de manhã – na manhã em que até estava motivada para fazer alguma coisa de jeito! E agora? Agora levanto-me como uma menina grande, e volto a subir cada andar, um de cada vez – mas desta vez, subo mais alto – subo para a estabilidade.


Só falta uma semana...

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quarta-feira, 14 de maio de 2008

A força de um olhar..

Quando um olhar é capaz de transportar sentimentos - quando um olhar penetra os olhos de outra alma, inofensiva e desprotegida, com tal intensidade, que deixa escapar um sentimento ou outro, assim, como se do sol irradiassem raios de luz, que penetram a Terra, aquecendo-a, amolecendo-a, enfraquecendo-a, até a conseguir controlar - fácil e serenamente, tomando partido de todo um corpo, que se entrega.

É assim a força de um olhar penetrante - enfraquecer, controlar.
É assim a força que tens sobre mim - enfraqueces-me, controlas-me.

Acabaste de me enfraquecer - enchi e esvaziei - encheste-me de esperança, de poder estar mais do que rápidos minutos contigo, encheste-me tão bem, que as minhas costas ficaram mais direitas, o meu sorriso alargou, como se também a minha cara se enchesse de felicidade - e agora – com a força de uma frase – esvaziei mais rápido do que as leis da inútil ciência permitem.

Sinto-me vazia, sem forças, sem motivos, sem objectivos. Roubas-me tudo. Como consegues? Como tens coragem para tal? Não te pesa a alma? Ainda não percebeste, foi? QUERO-TE F. Quero estar contigo, quero poder dizer que gosto de ti… «Está quase a fazer um ano» - eu lembro-me mais vezes, eu sinto mais, porque eu sou a sentimentalista’zinha de merda! Eu é que continuo com sonhos acordados – ridículos, mas que me sabem tão bem. Eu é que continuo a dizer que te quero, a escrever textos – ridículos – que tu não lês. Com que objectivo? Nenhum.

Tu és o olhar, e eu, a alma esquecida no espaço e no tempo, que tu violas, uma e outra vez – ninguém ouve os meus gritos, ninguém me salva – eu podia fugir, mas não quero. Viola-me a alma, arranca-me de mim, faz-te senhor do meu corpo – mas fica comigo.

Como é que eu conseguiria suportar estar contigo se, quando te despedisses, eu ficaria o resto do dia a pensar no que estavas a fazer – tu sabes o que vai acontecer e eu também saberia. «Saber» é uma palavra horrível. Odeio o «saber». Queres-me deixar miserável no mesmo dia, passado um ano, em que me fizeste «sentir» com tão pouco? Queres? Então vem – enfrenta o meu permanente olhar, a violar a tua alma, a deixar escapar segredos escondidos no meu íntimo.

Vem, fica, e vai.

Dá-me minutos, e deixa-me horas, dias…