Quando um olhar é capaz de transportar sentimentos - quando um olhar penetra os olhos de outra alma, inofensiva e desprotegida, com tal intensidade, que deixa escapar um sentimento ou outro, assim, como se do sol irradiassem raios de luz, que penetram a Terra, aquecendo-a, amolecendo-a, enfraquecendo-a, até a conseguir controlar - fácil e serenamente, tomando partido de todo um corpo, que se entrega.
É assim a força de um olhar penetrante - enfraquecer, controlar.
É assim a força que tens sobre mim - enfraqueces-me, controlas-me.
Acabaste de me enfraquecer - enchi e esvaziei - encheste-me de esperança, de poder estar mais do que rápidos minutos contigo, encheste-me tão bem, que as minhas costas ficaram mais direitas, o meu sorriso alargou, como se também a minha cara se enchesse de felicidade - e agora – com a força de uma frase – esvaziei mais rápido do que as leis da inútil ciência permitem.
Sinto-me vazia, sem forças, sem motivos, sem objectivos. Roubas-me tudo. Como consegues? Como tens coragem para tal? Não te pesa a alma? Ainda não percebeste, foi? QUERO-TE F. Quero estar contigo, quero poder dizer que gosto de ti… «Está quase a fazer um ano» - eu lembro-me mais vezes, eu sinto mais, porque eu sou a sentimentalista’zinha de merda! Eu é que continuo com sonhos acordados – ridículos, mas que me sabem tão bem. Eu é que continuo a dizer que te quero, a escrever textos – ridículos – que tu não lês. Com que objectivo? Nenhum.
Tu és o olhar, e eu, a alma esquecida no espaço e no tempo, que tu violas, uma e outra vez – ninguém ouve os meus gritos, ninguém me salva – eu podia fugir, mas não quero. Viola-me a alma, arranca-me de mim, faz-te senhor do meu corpo – mas fica comigo.
Como é que eu conseguiria suportar estar contigo se, quando te despedisses, eu ficaria o resto do dia a pensar no que estavas a fazer – tu sabes o que vai acontecer e eu também saberia. «Saber» é uma palavra horrível. Odeio o «saber». Queres-me deixar miserável no mesmo dia, passado um ano, em que me fizeste «sentir» com tão pouco? Queres? Então vem – enfrenta o meu permanente olhar, a violar a tua alma, a deixar escapar segredos escondidos no meu íntimo.
Vem, fica, e vai.
Dá-me minutos, e deixa-me horas, dias…
É assim a força de um olhar penetrante - enfraquecer, controlar.
É assim a força que tens sobre mim - enfraqueces-me, controlas-me.
Acabaste de me enfraquecer - enchi e esvaziei - encheste-me de esperança, de poder estar mais do que rápidos minutos contigo, encheste-me tão bem, que as minhas costas ficaram mais direitas, o meu sorriso alargou, como se também a minha cara se enchesse de felicidade - e agora – com a força de uma frase – esvaziei mais rápido do que as leis da inútil ciência permitem.
Sinto-me vazia, sem forças, sem motivos, sem objectivos. Roubas-me tudo. Como consegues? Como tens coragem para tal? Não te pesa a alma? Ainda não percebeste, foi? QUERO-TE F. Quero estar contigo, quero poder dizer que gosto de ti… «Está quase a fazer um ano» - eu lembro-me mais vezes, eu sinto mais, porque eu sou a sentimentalista’zinha de merda! Eu é que continuo com sonhos acordados – ridículos, mas que me sabem tão bem. Eu é que continuo a dizer que te quero, a escrever textos – ridículos – que tu não lês. Com que objectivo? Nenhum.
Tu és o olhar, e eu, a alma esquecida no espaço e no tempo, que tu violas, uma e outra vez – ninguém ouve os meus gritos, ninguém me salva – eu podia fugir, mas não quero. Viola-me a alma, arranca-me de mim, faz-te senhor do meu corpo – mas fica comigo.
Como é que eu conseguiria suportar estar contigo se, quando te despedisses, eu ficaria o resto do dia a pensar no que estavas a fazer – tu sabes o que vai acontecer e eu também saberia. «Saber» é uma palavra horrível. Odeio o «saber». Queres-me deixar miserável no mesmo dia, passado um ano, em que me fizeste «sentir» com tão pouco? Queres? Então vem – enfrenta o meu permanente olhar, a violar a tua alma, a deixar escapar segredos escondidos no meu íntimo.
Vem, fica, e vai.
Dá-me minutos, e deixa-me horas, dias…
2 comentários:
Soul,
A única coisa que considero pirosa no meio de toda a profundidade que li é simplesmente o título do blog.
É difícil comentar o que tu escreveste. Na minha opinião o tipo é um (e desculpa o termo) cabrão! (: Um daqueles idiotas que evitei todos estes anos, mas que, incrivelmente, conquistam cerca de 99% das raparigas... Daqueles idiotas que nos impingem as maiores ilusões, os maiores desejos, os mais profundos sentimentos e, inevitavelmente, as mais incríveis desilusões.
Minha querida... Se pudesse estar contigo todos os dias, se pudesse partilhar o meu dia-a-dia contigo, dar-te a mão, sorrir contigo, ver contigo, sentir contigo, VIVER contigo, eu sentiria-me com o à vontade suficiente para te chamar uma grande idiota e te dizer que nós só amamos realmente quando somos correspondidos. E que toda a restante espécie de sentimentos que existe não vale a pena. Se nos amamos a nós próprios depressa aprendemos, após batermos interminavelmente com a cabeça na girissima "parede pintada recentemente com uma cor da moda", que alguem que nos dilacera constantemente, que nos abandona, que nos provoca desejo sem o querer, não merece uma unica grama do nosso amor (nem aquela gramasinha esquecida atras da artéria aorta).
Já tive um amor assim. Chorei, lutei, senti-me traida, senti-me usada. Senti-me estupidamente apaixonada e certa, senti que AMAVA com o mais profundo do sentimentos... Senti-me na obrigação de ceder aos caprichos ocasionais dele... E o que obtive? Nada. Assim, sem medo. Voltava, tinha-me, ia-se. Voltava, tinha-me, ia-se novamente. Sem saudade, sem o que fosse. So me queria quando me via... Julgava ama-lo tanto, mas tanto! Até que recebi uma facada tao grande... Após dois anos de luta, sem desistência, com toda a força para esquecer conjugada com todo o desejo de ter.
Foi a relação (?) da qual aprendi mais.
E o que aprendi? O que já referi acima: Nós só amamos realmente e conhecemos a verdadeira devoção do amor quando somos correspondidos. Toda a sedução, ternura, companheirismo, amizade, inerente a um sentimento que, na sua mais correcta definição, se pode cognominar de indescritível.
Queria dar-te a mão Soul e com o gesto mais meigo fazer-te ver. Mas estarei certa?
Estou contigo, sempre. Acredita .
I really love you Soul.
Eu tb conheci um cabrao desses que me sugou a energia (e muito dinheiro lol). Fazia-se de coitadinho, de carente, de morto mas na realidade nunca passou de um grandessíssimo filho da p***. E saber que esse tipo anda por aí a enganar umas e outras e a dar-lhes a volta a ponto de contrairem emprestimos bancários para o "salvar" de situações extremas (segundo ele)é simplesmente revoltante. Os amigos pensam que ele é um cristão evangélico devoto (O coro de gospel onde canta é um óptimo disfarce), os pais e a irmã acreditam que ele é um exemplo de virtude... enfim andam todos enganados acerca desse miserável parasita que infesta Camarate e se pavoneia pela ruas com o seu Mercedes que conseguiu de forma muito pouco ética. Tipos assim deveriam ser exterminados.
AR
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