Podia-te ter tido, sem artimanhas para te prender a mim - sem a «parte física» que tu tanto falas. Estava tão presa a ti, e tu a mim, que ficavas contente com as nossas conversas. Queria-te tanto ver, queria tanto estar contigo, sentir-te... Tinha medo de ti. Tinha medo que me tivesses a mentir, que me fizesses mal. Mas não importava.
Quando finalmente nos vimos outra vez, estava mais que decidida a fazer-te esquecer(-me)... Fui bruta contigo, quase nem olhei para ti, porque, apesar de pensares o contrário, olhar para a profundidade do teu olhar feria-me a alma - ainda gostava de ti, e ter-te ali, mais próximo que nunca, sem te poder beijar, sem poder sentir o teu calor, sem te poder dizer... Olhava constantemente para as tuas mãos, tão caracteristicamente enfiadas dentro dos bolsos das calças, talvez com vontade de te puxar para mim, mas não, não podia - estava decidida. Fiquei surpreendida comigo, por te conseguido ser tão fria, por ter conseguido representar tão bem - por ter sido um bocadinho como tu.
Virei-te as costas, e aí, com um derradeiro acto de estupidez, perdi-te.
Pensei muito se tinha feito a escolha certa - era óbvio que não - mas com o passar do tempo habituei-me a não beber as tuas palavras que tão bem me sabiam. Sabia que tinhas «partido para outra», razão mais que suficiente para te deixar ir de vez... Esqueci-te.
Fiz o que fiz por razões que agora me parecem insignificantes, o «deixar-te ir» em nada resolveu os meus dilemas, em nada me beneficiou. Continua tudo igual, mas agora, não te tenho a ti para me abrigar. Senti-me sozinha durante muito tempo, até vir alguém para me resgatar do poço onde estava metida.
Durante muito tempo, a única coisa que ouvia sobre a tua pessoa era: "Ele está bem." - Ás vezes falavam-me da tua namorada, mas nunca tal assunto me afectou, até tu vires com conversas sobre «nós». Acordaste tudo o que estava adormecido dentro de mim. Fizeste-me lembrar tudo - lembrei-me do sentimento. Voltei a pensar em ti. Estás tão inconstante como antes, e isso não me agrada. Fazes-me sentir estúpida - mas eu gosto de me sentir estúpida por tua causa.
Agora, quero o passado, mas sem birrinhas estúpidas, sem orgulho macho, e sem distância. Ironia... Eu tinha medo, agora, parece que és tu que tens medo de arriscar - no dia em que te telefonar para vires ter comigo, vais dizer que não... (?) Se vieres, ambos sabemos o que vai acontecer.
Quando finalmente nos vimos outra vez, estava mais que decidida a fazer-te esquecer(-me)... Fui bruta contigo, quase nem olhei para ti, porque, apesar de pensares o contrário, olhar para a profundidade do teu olhar feria-me a alma - ainda gostava de ti, e ter-te ali, mais próximo que nunca, sem te poder beijar, sem poder sentir o teu calor, sem te poder dizer... Olhava constantemente para as tuas mãos, tão caracteristicamente enfiadas dentro dos bolsos das calças, talvez com vontade de te puxar para mim, mas não, não podia - estava decidida. Fiquei surpreendida comigo, por te conseguido ser tão fria, por ter conseguido representar tão bem - por ter sido um bocadinho como tu.
Virei-te as costas, e aí, com um derradeiro acto de estupidez, perdi-te.
Pensei muito se tinha feito a escolha certa - era óbvio que não - mas com o passar do tempo habituei-me a não beber as tuas palavras que tão bem me sabiam. Sabia que tinhas «partido para outra», razão mais que suficiente para te deixar ir de vez... Esqueci-te.
Fiz o que fiz por razões que agora me parecem insignificantes, o «deixar-te ir» em nada resolveu os meus dilemas, em nada me beneficiou. Continua tudo igual, mas agora, não te tenho a ti para me abrigar. Senti-me sozinha durante muito tempo, até vir alguém para me resgatar do poço onde estava metida.
Durante muito tempo, a única coisa que ouvia sobre a tua pessoa era: "Ele está bem." - Ás vezes falavam-me da tua namorada, mas nunca tal assunto me afectou, até tu vires com conversas sobre «nós». Acordaste tudo o que estava adormecido dentro de mim. Fizeste-me lembrar tudo - lembrei-me do sentimento. Voltei a pensar em ti. Estás tão inconstante como antes, e isso não me agrada. Fazes-me sentir estúpida - mas eu gosto de me sentir estúpida por tua causa.
Agora, quero o passado, mas sem birrinhas estúpidas, sem orgulho macho, e sem distância. Ironia... Eu tinha medo, agora, parece que és tu que tens medo de arriscar - no dia em que te telefonar para vires ter comigo, vais dizer que não... (?) Se vieres, ambos sabemos o que vai acontecer.
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