Vens, dizes-te sincero, e bazas.
Estou tão presente em ti como tu estás em mim; mas tens medo – de quê?
Dizes: «vai que eu não vou atrás de ti», mas vens – porque pensas tanto em mim, quanto eu penso em ti; porque me queres, tal e qual como eu te quero a ti; porque te sentes preso, impotente, sem me «poder» ter, e isso está-te a foder o juízo; porque te arrependeste de não ter ido mais longe quando «podias»; porque me queres, porque me queres, porque me queres!
Preferes a cobardia do silêncio – foges, deixas-me sufocar em palavras, uma vez, e outra, e ainda outra... Devia ter falado contigo quando tivemos juntos, mas como? Se eu estava tão concentrada no teu corpo, que as outras quatro almas que nos rodeavam estavam desfocadas – não faziam sentido. Eras tu – eras tu que eu queria abraçar, beijar, tocar… ERAS TU! Continuas a ser tu, vais ser tu… Ficamos tanto tempo com a puta do computador à frente dos olhos que quase me esqueço que existe um corpo – eu esqueço que existe algo material nos poucos momentos em que me fazes sorrir; tu não, tu esqueces-te que existe uma alma, para além das brincadeiras e das conversas de miúda - eu tenho sentimentos; fortes e poderosos sentimentos. Mas tu não queres saber… Tu estás confuso, porque estás habituado a outro beijo, a outro abraço, a outro sentimento… E eu? Eu que me foda, não é? … Fodo-me – FODO-ME POR TI vezes sem conta e continuo a ser eu quem vai falar, continuo a ser eu quem começa as poucas frases em que falamos do «nós». Sou eu que estou a ser a eticamente incorrecta, quando nunca o fui antes… POR TI – pelas TUAS incertezas, pelos TEUS medos, pela TUA insegurança – POR TI P.!
O olhar P., o olhar diz tudo… Ainda tens dúvidas? Então deixa-me olhar para os teus olhos outra vez! Deixa… Deixa-me dizer o que ficou por dizer… PÁRA de fugir de mim – PÁRA de me evitar – PÁRA de fingir… Pára…
Estou a ficar cansada… Vais-me corroer a alma.
Já chega, P. … Por favor.
Vem, sê sincero, e fica.
Aconchega-me nos teus braços.
Contorna os meus lábios com os teus.
Diz-me o que quero ouvir – com sentimento.
Estou tão presente em ti como tu estás em mim; mas tens medo – de quê?
Dizes: «vai que eu não vou atrás de ti», mas vens – porque pensas tanto em mim, quanto eu penso em ti; porque me queres, tal e qual como eu te quero a ti; porque te sentes preso, impotente, sem me «poder» ter, e isso está-te a foder o juízo; porque te arrependeste de não ter ido mais longe quando «podias»; porque me queres, porque me queres, porque me queres!
Preferes a cobardia do silêncio – foges, deixas-me sufocar em palavras, uma vez, e outra, e ainda outra... Devia ter falado contigo quando tivemos juntos, mas como? Se eu estava tão concentrada no teu corpo, que as outras quatro almas que nos rodeavam estavam desfocadas – não faziam sentido. Eras tu – eras tu que eu queria abraçar, beijar, tocar… ERAS TU! Continuas a ser tu, vais ser tu… Ficamos tanto tempo com a puta do computador à frente dos olhos que quase me esqueço que existe um corpo – eu esqueço que existe algo material nos poucos momentos em que me fazes sorrir; tu não, tu esqueces-te que existe uma alma, para além das brincadeiras e das conversas de miúda - eu tenho sentimentos; fortes e poderosos sentimentos. Mas tu não queres saber… Tu estás confuso, porque estás habituado a outro beijo, a outro abraço, a outro sentimento… E eu? Eu que me foda, não é? … Fodo-me – FODO-ME POR TI vezes sem conta e continuo a ser eu quem vai falar, continuo a ser eu quem começa as poucas frases em que falamos do «nós». Sou eu que estou a ser a eticamente incorrecta, quando nunca o fui antes… POR TI – pelas TUAS incertezas, pelos TEUS medos, pela TUA insegurança – POR TI P.!
O olhar P., o olhar diz tudo… Ainda tens dúvidas? Então deixa-me olhar para os teus olhos outra vez! Deixa… Deixa-me dizer o que ficou por dizer… PÁRA de fugir de mim – PÁRA de me evitar – PÁRA de fingir… Pára…
Estou a ficar cansada… Vais-me corroer a alma.
Já chega, P. … Por favor.
Vem, sê sincero, e fica.
Aconchega-me nos teus braços.
Contorna os meus lábios com os teus.
Diz-me o que quero ouvir – com sentimento.
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