Andei a saltar por toda a casa antes de chegarem. Parecia uma criança, com os olhinhos a brilhar porque a melhor coisa do mundo estava prestes a acontecer. Tudo me pareceu insignificante, o mundo resumia-se ao momento em que te ia ver, passado tanto tempo. Olhei pela janela, mas não vos vi chegar. Tocaram... Ela foi a primeira, e metade do meu abraço foi de gratidão por ela te ter trazido até mim. Depois foi ele, que eu abracei, e lembrei-me do dia em que ele te trouxe até mim... E finalmente, tu.
Nem olhei bem para ti, e já estava nos teus braços, não me lembro de pensar em nada – quiçá pensei em tanta coisa ao mesmo tempo que tudo se misturou num sentimento de desejo inconsciente. Ouvi-te a dizer «parabéns» e «estás muito bonita», eu devo ter murmurado um «obrigado» com cara de estúpida, não? – Deixei de ser racional…
Trocámos poucas palavras, mas nada é melhor que o teu olhar a segredar ao meu… Eu sabia o que estavas a pensar – e tu mais facilmente conseguias perceber – queria os teus braços outra vez; queria poder sentar-me contigo e conversar, só conversar, durante horas e horas; queria o teu beijo, onde os meus lábios encontravam os teus, numa conversa muda; queria-te a ti.
Quando nos abraçámos outra vez, quando ficámos sozinhos, eu senti uma pressão na minha pele nua – eram eles, os teus lábios. Nesse momento pensei – foi preciso um extraordinário auto-controle para não te beijar – tu querias, e eu também. O conforto dos teus braços fez-me cair num poço vazio, sem fim – e caia… caia… caia…
Se fosse tudo tão fácil para nós como era o ano passado… Se eu te pudesse beijar, sem nada entre nós… Se eu me pudesse tornar dona e senhora dos teus braços – tê-los para me abraçarem… Aí sim, eu podia dizer: PUTA DE FELICIDADE.
Agora tenho a certeza, porque o teu olhar mo disse – sentes o que eu sinto.
Afinal não és assim tão cabrão e arrogante como queres ser.
Um ano…
:)
«You and I were meant to be» - he said.
«Just let me be yours» - I said.
Nem olhei bem para ti, e já estava nos teus braços, não me lembro de pensar em nada – quiçá pensei em tanta coisa ao mesmo tempo que tudo se misturou num sentimento de desejo inconsciente. Ouvi-te a dizer «parabéns» e «estás muito bonita», eu devo ter murmurado um «obrigado» com cara de estúpida, não? – Deixei de ser racional…
Trocámos poucas palavras, mas nada é melhor que o teu olhar a segredar ao meu… Eu sabia o que estavas a pensar – e tu mais facilmente conseguias perceber – queria os teus braços outra vez; queria poder sentar-me contigo e conversar, só conversar, durante horas e horas; queria o teu beijo, onde os meus lábios encontravam os teus, numa conversa muda; queria-te a ti.
Quando nos abraçámos outra vez, quando ficámos sozinhos, eu senti uma pressão na minha pele nua – eram eles, os teus lábios. Nesse momento pensei – foi preciso um extraordinário auto-controle para não te beijar – tu querias, e eu também. O conforto dos teus braços fez-me cair num poço vazio, sem fim – e caia… caia… caia…
Se fosse tudo tão fácil para nós como era o ano passado… Se eu te pudesse beijar, sem nada entre nós… Se eu me pudesse tornar dona e senhora dos teus braços – tê-los para me abraçarem… Aí sim, eu podia dizer: PUTA DE FELICIDADE.
Agora tenho a certeza, porque o teu olhar mo disse – sentes o que eu sinto.
Afinal não és assim tão cabrão e arrogante como queres ser.
Um ano…
:)
«You and I were meant to be» - he said.
«Just let me be yours» - I said.
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