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sábado, 24 de setembro de 2011

vazio - cheio

Tanta coisa para fazer, tanta coisa para pensar, tanta vez a acordar a meio da noite, tanta falta. Tanta ocupação, mas a primeira coisa... Tanta falta, tanta raiva, tanto nojo. Tanto amor, tanta vontade de conseguir. Tanta emoção. Tanta atenção, tanto sentido, tanta paixão. Tanta palavra, tanto silêncio, tanta ignorância. Tanta confusão, tanta dúvida, tanta incerteza. Tanta merda. Tanta felicidade, tanta tristeza. Tanto coração. Tanto medo, tanta coragem, tanta alma. Tanto tudo e tanto nada... 

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

2011




O primeiro de 2011 tinha de ser qualquer coisa.
E aqui está! Só a fotografia bastava mas... Aqui vamos nós:

Dois mil e dez foi um ano estranho. Foi um ano mesmo muito, muito estranho. Tão estranho que só me consigo aperceber mesmo do que aconteceu quando revejo textos, ou fotos, ou publicações no Facebook. É que parecendo que não, (...).

(...)* O primeiro de 2011 tem de ser realmente qualquer coisa, por isso não vamos falar de coisas más. Nem de más, nem de boas, porque todas as boas que vieram, foram derivadas das más. Quero só deixar aqui registado que conheci pessoas fantásticas ao longo deste ano. Fiz AMIGAS para a vida, e aprendi mais em seis meses do que, pensava eu, seria humanamente impossível. Andei, andei, e lá consegui voltar a um estádio aceitável...

E cá estou eu! BOM 2011. Principalmente para mim!

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Quente e frio

Hoje esteve calor. Fui só com uma blusa razoavelmente quente e morri de calor. Não gosto de transpirar, nem de me sentir abafada. Dei graças a Deus por todas as míseras amostras de vento que passaram hoje pelo meu cabelo super desmazelado. Não gosto de muito quente, principalmente em dias de Outono/Inverno. Gosto do frio. Gosto muito do frio. Não gosto da chuva, mas gosto mesmo muito do frio. Gosto de esfregar as mãos, de sentir a ponta do nariz gelada e gosto de ter de me encolher toda, oferecendo-me um self-hugging, numa tentativa palerma de conservar o calor que me resta. Gosto de blusonas quentes e largas, e gosto de usar gorro. Gosto muito do frio. E então, lembrei-me do teu frio.

O frio que se sente no teu quarto de lá é a melhor coisa. É esse frio, e o frio impossível das tuas mãos cinzentó-arroxeadas-a-dar-para-o-falecido. São esses frios, e o frio que tu sentes quando as minhas tentativas de enfiar a mãos debaixo de tudo para te tocar na pele são bem sucedidas. Gosto tantos dos teus frios que estou um pouco chateada por os nossos planos terem saído furados. Queria voltar antes do fim do ano... Ir "só para o ano" é muito tempo, apesar de estarmos a 7 de Dezembro.

Sete? Olha, já passou um mês..

terça-feira, 16 de novembro de 2010

hardly believe..

Harry Potter e Soul Mate - Check!
Soul Mate e Guimarães - Check!
Guimarães e Leiria - Check!
Leiria e F - Check!
F e Estrada - Check!

segunda-feira, 7 de junho de 2010

In and out of love

Se tu tivesses coragem para me dizeres as coisas como elas são, já nos tínhamos resolvido há muito tempo. Se tu tivesses coragem para me perguntar o que queres saber, já te tinha respondido, sem estar a gozar com a tua cara. Se tu tivesses vindo logo falar comigo, as coisas não eram como são agora. Se tivesses coragem para conversar comigo, já te podia chamar quando precisasse, sem medo que não viesses. Se tu fosses uma pessoa menos fraca, já eramos amigos e eu já não sentia que te podia mentir. Se tu um dia me explicares, vou deixar de acreditar que não te conheço, porque não consigo acreditar em ti, agora. Se tu falasses comigo a sério, eu ia dar razão a mim mesma quanto ao que tu sentes. Se tu um dia ganhares força para nos resolver… it’ll be easier to let go what is hauting you now, and it’ll be much easier to fall out of love. É fodido, não é? lool



segunda-feira, 19 de abril de 2010

Now what?

...E se eu me deixar ficar?

domingo, 11 de abril de 2010

hum...

Se era tudo tão certo, tão óbvio, tão para sempre porque diabo me sinto assim? Parece que já se foi tudo, muito mais depressa do que veio. Mas porquê? Não é que não goste de me sentir assim, mas se era tudo tão, tão, tão, porque é que agora não é nada? Claro que ainda espero que percebas que é um bocado parvo não nos falarmos, mas isso vai lá com o tempo... Pensa que ia ser super difícil levar para a frente o que comecei, mas está a ser fácil de mais. É por, no fundo, acreditar que ainda vai ser para sempre? Ou é por, no fundo, saber que nunca podia ser para sempre?
Bem, continuo à espera que te passe o amuo, para ver se conseguimos ser amigos... Pode ser que um dia consigamos falar sobre nós... Falar, sabes? Até lá, estou-me tão a deixar ficar... Nem me sinto eu, mas sabe bem...

segunda-feira, 22 de março de 2010

O beijinho antes...

Ainda te lembras de me vir dar quatro beijinhos antes de ires sair?
Aí fazias-me feliz, e eu nem tinha de me esforçar.
Um dia obrigo-te a ler tudo o que já publiquei sobre ti.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Um dia...

... vais dar razão a todas as minhas queixas e vais, finalmente, fazer um esforço para sermos felizes. E vais dizer que gostas de mim q.b., e vais ser o melhor namorado que já alguma vez foi inventado. E eu vou voltar a olhar para ti como antes... mas ainda mais! :) José *

terça-feira, 9 de março de 2010

SOL! SOL! SOL!

Está um dia tão bonito, não está? Parece que alguém enviou uma carta ao São Pedro a pedir um sol desta magnitude para me animar (a principal suspeita seria a Catarina e Guimarães, talvez a única!). A verdade é que me animou. Estava tão mal disposta quando abri o olho esta manhã... Mas lá para a hora de almoço senti-me melhor... bem, até.
Hoje estava capaz de ir até Guimarães só (só... um daqueles sós que equivalem a este só: "só ganhei o Euro-milhões) para pregar dois beijos nas amorosas bochechas da minha Catarina. Ia até Guimarães no meu carrinho, bastante devagarinho, e sem entrar numa única auto-estrada... Não, este não é um bom plano, talvez o fizesse com alguém ao lado... Sempre podia ir bastante depressa, chegar lá, dizer "entra no carro minha g'anda porca" e trazer a minha Catarina de Guimarães até à Baixa-da-Banheira sem entrar numa única auto-estrada (isto para estar sempre a olhar para campos iluminados pelo sol). Seja, minha querida Amiga do tipo Amiga, hoje estava capaz de te aparecer à frente - tudo culpa desta fonte de alegria!
Hoje até já me esqueci das negatividades que o Francisco me transmite. Claro que continua a ser uma treta, mas hoje até estava capaz de ir passear com ele e pensar que estávamos no dia 9 de Março de 2009! Hoje conseguia estar bastante apaixonada por ele, se não fosse o facto de achar que não estou. Mas, como está este SOL maravilhoso, acho que a paixão me voltava tão depressa quanto se foi. Enfim... Francisquinho, amor da minha vida, é bom que comeces a atinar porque eu prefiro mil vezes sentir-me bem do que mal. Resumindo: é bom que comeces a abrir os olhos e comeces a fazer coisas bonitas, e a dizer coisas bonitas, e a fazer-nos bonitos, porque isto assim é uma verdadeira merda. Meu amor, por favor, volta decente esta semana, e com a pestana bem aberta.
SOL, meu querido SOL, muito muito obrigada por teres feito uma visitinha! Só espero que não te vás já embora. Gostei muito muito de te ver!

domingo, 7 de março de 2010

Há um ano atrás...

Eu estava tão apaixonada por ti, pensava tanto em nós, acreditava que todos os planos se iam realizar... Via tanto em ti, via tanto em nós e no que conseguias fazer com o meu estado de espírito... Defendia-te com unhas e dentes, mesmo que soubesse que a pessoa que te estava a difamar tinha razão a 100%. Queria tanto estar contigo, falar contigo, tocar na tua pessoa... Hoje? Hoje não tenho vontade de me levantar para te fazer companhia, nem tenho vontade de saber tudo sobre ti, como queria antigamente. Hoje só estou contigo porque ainda é cedo para o corte radical que ias fazer na nossa relação se eu te mandasse à fava. Queria muito não deixar de gostar de ti, queria muito que me fizesses feliz como um dia ou dois conseguiste fazer. Queria olhar para ti com os mesmos olhos, mas tornaste isso impossível. Adorava voltar a sentir o que um dia senti por ti... Mas tu estás a regredir, quando devias estar a andar para a frente, para seres melhor. Como é que eu posso sentir o mesmo por ti? Sempre te vi como o futuro, e hoje vejo-te em forma de recordações - boas recordações, recordações muito felizes - e apesar de não me ver sem ti, não me vejo contigo agora. Preciso que me apoies, e não que cries mais problemas à minha volta. Preciso de me sentir desejada, e não "a mais". No fundo, preciso que me respeites. Gostava tanto de ti, José Francisco... Eras o menino de ouro com quem eu podia partilhar tudo... Hoje não te conto 1/3 do que passa comigo, e tu achas isso muito estranho. És um bocado estupido, não és?

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

c a t a r i n a




Quando eu lhe telefono a chorar, ou ela me telefona a chorar...
Quando eu lhe telefono ás gargalhadas, ou ela me telefona ás gargalhadas...
Quando eu lhe conto novidades no MSN, ou ela me conta novidades no MSN...









I l o v e y o u S o u l M a t e *





terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Suspiro.

Ai, se ao menos te conseguisse enfiar uma faca no coração...
Ai, se ao menos te conseguisse fazer sentir...
Ai, se ao menos o sentisses...
Ai, ai...

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

E depois?

... e o que é que isso interessa se está tudo vazio? Puf! Porque é que diabo todos os pintam de ouro e me tentam convencer que tenho de ter mais uma conversa, só para pôr os acentos nos is. Eu nunca gostei de acentos. Daqui a uns tempos arrumamos trapinhos e é para a vida, aí sim, podemos falar. Agora? Se ele não me vai responder, se ele nem sequer me vai tentar dar uma explicação... Para quê? Nós conseguimos estar bem... A não ser que o rapaz não tenha realmente percebido, mas por esta hora dúvido que seja o caso. Se conseguimos ser amigos, porque é que havemos de dar a mão e dar beijinhos e essas tretas todas? Não muda nada, (...). Não foi ele que estragou tudo? Então deve ser ele a tentar resolver, pelo menos uma vez.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Fim-de-Semana # 2

... Foi bastante agradável. Possivelmente mais agradável do que o Fim-de-Semana # 1, mas tal comparação seria injusta visto que o Fim-de-Semana # 1 não chegou a dois dias completos e este Fim-de-Semana # 2 teve uma noite de Sexta-Feira, um Sábado, um Domingo, uma Segunda-Feira, uma Terça-Feira, uma manhã de Quarta-Feira e muitos acontecimentos marcantes (mais literalmente do que seria desejável) para partilharmos.
"Eu acho que sim... Tu achas que não?"
"Acho que sim... mas já pensava que não."
(: Pu(n)to Multijet volta já daqui a um dia :)
Adoro-te Piqueno Grande (meu) Homem

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Pós-Colocações

(...) E as coisas lá começaram a entrar nos eixos.
Depois de tudo o que não foi publicado neste blog e se encontra
neste momento espalhado por aí em folhas soltas,
lá consegui dar o mínimo de ordem à minha mais recente fase.

1) A FPCE começa a mostrar sinais da sua graça. Agora o único problema (se mencionar a enorme pilha de trabalho que se acumula à frente dos meus olhos) é que as minhas pálpebras ficam pesadas, e eu resisto, mas quando dou por mim já tenho os olhos fechados e, passados os dois rápidos minutos em que os consigo controlar, dou por mim de olhos fechados… outra vez. A cafeína é óptima, se não quiser dormir à noite.

2) Parece que o carro vem para a semana – Vou ter um belo menino, com o pequeno inconveniente de ser a gasolina, mas serve – afinal de contas, eu não sou uma menina limitada, por isso, lá me entenderei com a embraiagem extremamente delicada.

3) O Mickey deu-me um fim-de-semana dos que se esperam dos namoros à distância – decidi não lhe dar nas orelhinhas redondinhas e pretinhas devido à falta de mensagens e updates, e, tal como o Prof. Wolfgang disse, quando só pensamos no lado bom das pessoas (muito difícil de conseguir), essas tais pessoas são mais que perfeitas. Seja: o rapazito esteve extremamente amoroso – não esquecendo dos não-updates – vejam lá que até passeamos como os namorados dos filmes, naqueles sítios que mais sabemos nós que não são 100% verdadeiros. E apetece-me escrever muito sobre ele, mas prefiro guardar para mim (ah ah!) – deixem-me só dizer que a Minnie está em Leiria (: (e esta Minnie aqui que vos escreve também há-de estar – é um objectivo em estudo).


Portanto, pode-se dizer que estou feliz. Na passada sexta-feira estive com as meninas, o que contribuiu muito para o meu positivismo. Foi uma tarde muito bem passada – mas claro, as compras também tiveram o lugar merecido no meu humor – tenho as botas mais WOW! Ah, ah! Parece que a minha mudança de estilo veio com este positivismo todo – diz-se que agora estou índia – não índia das arábias, índia das Pocahontas – elas chamaram-me Hippie, eu chamo-me Étnica.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

F

Preciso de ti. Preciso seriamente de ti, agora mais do que nunca. Preciso de ti e de mais uma catrefada de gente que, como tu, não está aqui. Preciso mais de ti do que dos outros porque tu fazes parte do amanhã, e, já que o amanhã não vai ser como eu quero, este amanhã tem de te incluir a ti, para eu não odiar ainda mais o amanhã. Por isso, por favor, comparece perante mim, porque é de ti que eu preciso.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Ironic

Guess I'm right 'bout every little detail, am I wrong?
No, I'm so not wrong - never had and never will.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Ana Catarina Monteiro Alves

Nunca escrevi um texto sobre a tua importância. Sempre te disse o quão ligada me sinto a ti na nossa correspondência, mas sinto que tenho de dizer quem tu és.

O motivo da nossa correspondência começou por ser o Harry Potter – lembras-te? Depois tornou-se numa mistura de fantasia com realidade – de fictício e verdadeiro – de leitura e de vida. Ficámos amigas.

Ainda te lembras da primeira carta que me enviaste? Não sabias muito bem o que dizer, o que é perfeitamente normal, senti-te hesitante e fechada, mas nada que achasse menos natural. Respondi-te, talvez com palavras mais abertas que as tuas, mas isso mudou logo na segunda carta. Foi fantástica – adorei-a! Era tudo o que eu queria, tudo o que eu ansiava conhecer de ti – tu, um ser do sexo feminino tão semelhante a mim, tão “sem forma”, sem rosto, mas com tanta, tanta paixão. Senti, e continuo a sentir as tuas emoções enquanto escreves (ou parece-me sentir que sinto, mas gosto de acreditar que sim).

É verdade que nunca nos vimos. É verdade que não nos conhecemos fisicamente. É verdade que ainda há muito por descobrir. É verdade que podem pensar que somos doidas por revelarmos tanto uma da outra. Mas… não é igualmente que eu confio tanto em ti quanto possível?

Acredito-te!



Acredito no teu coração.



Acredito nas tuas crenças.


Acredito nos teus desejos.


Acredito na tua alma.


Acredito na tua raiva.


Acredito na tua frustração.


Acredito na tua lealdade.


Acredito no teu amor.


Acredito na tua amizade.



Acredito-te!



Não é TÃO verdade que te confio muito mais do que a todas as minhas outras amigas? As minhas amigas físicas, que me limpam as lágrimas? É verdade! Confio-te Catarina! Confio muito na nossa amizade. Acredito muito no nosso encontro. Anseio muito o dia em que vou poder olhar para a imensidade dos teus lindos olhos verdes – vou fixá-los durante muito tempo – o tempo todo que conseguir – vou olhá-los e descobrir tudo o que falta descobrir; vamos falar sem parar, mesmo que já tenhamos falado desse assunto nas cartas.

As cartas! Oh! Adoro as tuas cartas – Oh! Como Elas me fazem sentir leve e compreendida! Adoro, adoro! Adoro quando tenho uma encomenda de Guimarães à minha espera, a saltar de excitação para que eu lhe rasgue o corpo até lhe penetrar a alma – a alma, que é o que está por detrás de tudo o que me dizes: a confiança, a amizade, a cumplicidade, a lealdade! Não consigo acreditar, nem por um segundo, que alguém percebe a nossa ligação como eu e tu a sentimos!


Adoro. Adoro. Adoro.

Para a MINHA Catherine of Aragon !!!



quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Dia 5

Oito da manhã – toca o despertador, abro os olhos e a primeira coisa que vejo é a Minnie. Lembro-me. Lembro-me que hoje não te vou chamar. Fecho os olhos outra vez. Não tenho vontade de me levantar e deixo-me estar. Não, não quero estar parada. Levanto-me e ligo o computador. Vou-me preparar e, quando volto ao quarto mando-te uma mensagem. Desligo o computador, calço os ténis e vou saio de casa.

Oito e quase meia da manhã - O caminho parece muito mais longo e triste por saber que não tinha a minha luzinha a meio caminho da escola. Atravesso a estrada, sem esperar muito; percorro a floresta e chego à tua casa. Parei um bocadinho para olhar para ela: estava fechada e estranha, via-se que estava vazia, o carro do teu pai estava na rampa, o que também me pareceu estranho, apesar de já ter pensado que estaria… Desejei ficar uma eternidade à espera de ouvir o som da tua porta a abrir, de te ver… desejei muito que me deixasses à espera, coisa que eu odeio em ti… não apareceste. Não me deste um beijo.

Por volta das oito e meia da manhã – Horrível. A escola parece mil vezes pior sem a tua mão para agarrar/sem saber que vais lá estar comigo. Acho que este ano ainda não tinha olhado para o que nos rodeia todos os dias com atenção. É tudo escuro e pobre. Cheira a não-lavado. Não gosto. Não gosto mesmo nada.

Na aula de Física o barulho não era tão intenso sem ti, faltavas tu. Faltavas tu para eu me pendurar. Faltava a tua boca para me dar um beijo. Faltavas tu para eu fazer cara feia porque o Henrique continua a embirrar comigo! Marquei dois golos no futebol, mas golos a sério, e mesmo assim ele reclamou comigo. Fui com elas para o balneário: estava irritada por causa do ‘Stor, olhei para o telemóvel e não estava lá nenhuma janelinha a dizer “Paquico Mio @”, deu-me uma quebra. Senti a garganta a apertar, um estranho calor à volta do nariz e olhei para cima…

Porra! Aula de Psicologia! Não estavas lá também. Passou-se melhor. Temos mais um trabalho, ficamos no mesmo grupo (:, o nosso tema são as emoções. A Lurdes esteve a falar connosco. Claro que falou em ti, mas depois lá me distraiu… passou-se.

Cada vez que via uma mulher loira, via a tua mãe com a pasta numa mão, a ir para o bloco dela. Mas não era. Não havia Isabel, não havia Francisco, não havia beijo. Parece que todos se lembraram de falar em ti. Até a professora de Inglês me disse: “Tira essa cara. Está quase a voltar”; mas ela disse outra coisa que é verdade: assim percebo a tua importância na minha vida; assim percebo a falta que me fazes; assim percebo o quanto gosto de ti.

Não imaginas o que é, ao fim de oito meses, ter de me separar de ti desta maneira… Mas agora vou passar o tempo todo no site do Live Cam para te ver!

Amanhã de manhãzinha vou para o Algarve… Não devo escrever no blog, não sei se lá vou ter net ou não…
Sei, sim, que me vou sentir ainda mais longe de ti, impotente e sozinha.
Não adianta rodear-me de pessoas, ninguém me completa como tu.
És tu amor, és tu a minha outra metade: sempre achei esta frase a coisa mais pirosa, ridícula e absurda para se dizer, mas é verdade! És a minha outra metade. Pertenço-te. E quero pertencer-te.




Adoro-te muito José Francisco da Silva Bastos Gonçalinho Gomes.
Adoro-te muito.
Adoro-te.