quinta-feira, 26 de Fevereiro de 2009

Dia 5

Oito da manhã – toca o despertador, abro os olhos e a primeira coisa que vejo é a Minnie. Lembro-me. Lembro-me que hoje não te vou chamar. Fecho os olhos outra vez. Não tenho vontade de me levantar e deixo-me estar. Não, não quero estar parada. Levanto-me e ligo o computador. Vou-me preparar e, quando volto ao quarto mando-te uma mensagem. Desligo o computador, calço os ténis e vou saio de casa.

Oito e quase meia da manhã - O caminho parece muito mais longo e triste por saber que não tinha a minha luzinha a meio caminho da escola. Atravesso a estrada, sem esperar muito; percorro a floresta e chego à tua casa. Parei um bocadinho para olhar para ela: estava fechada e estranha, via-se que estava vazia, o carro do teu pai estava na rampa, o que também me pareceu estranho, apesar de já ter pensado que estaria… Desejei ficar uma eternidade à espera de ouvir o som da tua porta a abrir, de te ver… desejei muito que me deixasses à espera, coisa que eu odeio em ti… não apareceste. Não me deste um beijo.

Por volta das oito e meia da manhã – Horrível. A escola parece mil vezes pior sem a tua mão para agarrar/sem saber que vais lá estar comigo. Acho que este ano ainda não tinha olhado para o que nos rodeia todos os dias com atenção. É tudo escuro e pobre. Cheira a não-lavado. Não gosto. Não gosto mesmo nada.

Na aula de Física o barulho não era tão intenso sem ti, faltavas tu. Faltavas tu para eu me pendurar. Faltava a tua boca para me dar um beijo. Faltavas tu para eu fazer cara feia porque o Henrique continua a embirrar comigo! Marquei dois golos no futebol, mas golos a sério, e mesmo assim ele reclamou comigo. Fui com elas para o balneário: estava irritada por causa do ‘Stor, olhei para o telemóvel e não estava lá nenhuma janelinha a dizer “Paquico Mio @”, deu-me uma quebra. Senti a garganta a apertar, um estranho calor à volta do nariz e olhei para cima…

Porra! Aula de Psicologia! Não estavas lá também. Passou-se melhor. Temos mais um trabalho, ficamos no mesmo grupo (:, o nosso tema são as emoções. A Lurdes esteve a falar connosco. Claro que falou em ti, mas depois lá me distraiu… passou-se.

Cada vez que via uma mulher loira, via a tua mãe com a pasta numa mão, a ir para o bloco dela. Mas não era. Não havia Isabel, não havia Francisco, não havia beijo. Parece que todos se lembraram de falar em ti. Até a professora de Inglês me disse: “Tira essa cara. Está quase a voltar”; mas ela disse outra coisa que é verdade: assim percebo a tua importância na minha vida; assim percebo a falta que me fazes; assim percebo o quanto gosto de ti.

Não imaginas o que é, ao fim de oito meses, ter de me separar de ti desta maneira… Mas agora vou passar o tempo todo no site do Live Cam para te ver!

Amanhã de manhãzinha vou para o Algarve… Não devo escrever no blog, não sei se lá vou ter net ou não…
Sei, sim, que me vou sentir ainda mais longe de ti, impotente e sozinha.
Não adianta rodear-me de pessoas, ninguém me completa como tu.
És tu amor, és tu a minha outra metade: sempre achei esta frase a coisa mais pirosa, ridícula e absurda para se dizer, mas é verdade! És a minha outra metade. Pertenço-te. E quero pertencer-te.




Adoro-te muito José Francisco da Silva Bastos Gonçalinho Gomes.
Adoro-te muito.
Adoro-te.




quarta-feira, 25 de Fevereiro de 2009

Dia 4

Acordei tarde, com a sensação de uma noitada de Verão. Mas não, nada disso, andei às voltas a noite toda com mais sete pessoas à procura de um sítio aberto! A Minnie hoje foi ao chão, mas depois cuidei bem dela, a sério, não fiques preocupado.

Como sabes voltei à rotina da explicação. Amanhã vêm as aulas, e aquela ficha de Matemática para a qual não estudei a ponta de um corno, mas não interessa.
Passei a tarde toda à espera que aparecesses, mas nada. Fiz panquecas do amor com gelado e esperei mais um bocadinho. Tantanana! Francisco Gomes entra no MSN, finalmente!

Hoje vou para a cama contente. Hoje vou sonhar contigo e vou ver tudo a cor-de-rosa e branco. Hoje vou-me agarrar à Minnie como se me tivesse a agarrar a ti.


Adoro-te muito meu amor.
Bons sonhos (:


P.s. – Acabei de escrever “Dia 4” – quatro? Como é que só pode ser o quarto dia sem te tocar? Impossível! Parece que te foste embora o Verão passado e ainda não voltaste. Poça meda!

terça-feira, 24 de Fevereiro de 2009

Dia 3

Mandar-te um e-mail. Arrumar o quarto. Visita de família. Banho para despertar. Almoço inesperado de família. Esperar pela Sílvia. Ir para Alhos Vedros. Encontrar com o Caldeira, João e David, mais tarde, Ana. Ver o corso. Ver a Luísa. Encontrar a Catarina, Bergonço, Rui e André. Ficar com Catarina, Bergonço, Rui e André. Levar um grupo para ao pé do outro. Ver outra vez o corso. Levar com balões de água. Voltar para casa. Jantar.

Agora estou à espera que seja horas para ir para a Velhinha. A energia que a confusão de cores e coreografias que ninguém percebe (que é o Carnaval) e a conversa contigo ontem me deu, está-se a evaporar. Hoje andei melhorzinha, mais distraída, mas nada consegue preencher o vazio que me deixaste.

A Minnie dá-me miminhos, hoje dormi no ombro dela, com o meu nariz junto à bochecha dela. Hoje dorme comigo outra vez, apesar de a Ana vir cá dormir, dorme comigo à mesma.

Adoro-te F. (L)

segunda-feira, 23 de Fevereiro de 2009

Dia 2

Foi tão bom acordar com uma mensagem tua. Tão, tão inesperado e agradável.

Foi um dia preguiçoso e sorna, mesmo enquanto estive com a minha fonte de energia, a Sílvia. A luz do sol queimou-me os olhos e bloqueou-me a alma. Não tinha vontade de andar, de estar sentada ou de falar… mas tinha vontade de correr e estar confortavelmente sentada a ter uma conversa de Homogémea.


Já tiveste a sensação de querer sair e, quando estás na rua, quereres voltar para a nostalgia do teu quarto escuro que te trás recordações e liberdade para pensar?

Já tiveste o desejo infinito de falar com alguém sobre tudo menos nada e, quando finalmente abres a boca, preferias estar no silêncio quebrado pelas vozes da televisão ou pelo suave som do computador?


Exacto!
Apetece-me tudo e não me apetece nada.


Hoje, que devias ter escrito novidades sem parar, contaste-me duas ou três porque eram demasiadas para te lembrares de uma em especial. Animei-me tanto com a mensagem do Caldeira: «Teu Homem está à tua espera na net», uma força qualquer que exerces sobre mim deu-me energia, enquanto já estava a ligar avidamente o computador, rezando para que a rede pública estivesse a funcionar. Funcionou! Consegui falar contigo e fiquei logo mais alegre. Depois fui sair com os meus progenitores e desabou tudo outra vez. Estragaram a felicidade toda que tinha! Queriam-me tirar o computador, vê lá. Como é que eu matava saudades e ganhava força e motivação sem computador para falar contigo??? Não conseguia. Morria triste e sozinha, monótona e sem interesse!

Disseram-me para não ligar ao facto de não estares cá; para me divertir e ser feliz. Mas eu prefiro pensar no que estás a fazer, e no que vamos fazer quando voltares… e prefiro ficar na minha a pensar na melhor hipótese da nossa viagem a Barcelona.

Adoro-te meu Mickey.

domingo, 22 de Fevereiro de 2009

Dia 1

Que venham todos os casais que passam por mim de mão dada, com as gargalhadinhas irritantes das meninas apaixonadas, com os sons peganhentos das trocas de saliva e os melodiosos olhares, numa sinfonia perfeitamente ensaiada de monotonia.

Que cantem os passarinhos num concerto sedutor e desesperado, que as flores nasçam no meio de todo um verde, que corram os brilhantes rios ao sol, que se veja o céu mais azul e puro.

Que venham as manhãs sem companhia, sem espera, sem má disposição matinal, sem mimos e sem beijos.
Que venham os meios-dias sem abraços, sem vícios, sem brincadeiras, sem mimos e sem beijos.
Que venham as tardes sem esperar, sem café, sem Coca-Cola, sem mimos e sem beijos.
Que venham as noites sem mensagens, sem brincar ao 10º ano, sem declarações, sem mimos e sem beijos.
Que venham as meias-noites sem esperar pela mensagem do “Já estou em casa.”, sem adormecer a escrever uma mensagem, sem fantasias do Algarve e da Covilhã, sem mimos e sem beijos.

Que venham os dias tristes e vazios (tão, tão vazios). Que venha o aperto na garganta e as lágrimas silenciosas, pesadas e ridículas. Que venha a vontade de te dar a mão, de olhar para ti, de discutir contigo, de me enervares e de te enervar. Que venha o desejo de te ter, de te beijar, de te apertar com tanta, tanta força contra mim. Que venham os e-mails, por favor.

É tudo tão desinteressante e tão monótono sem ti.
Quem me dera ter bebido 30 cafés para não ter adormecido. Desculpa, desculpa, desculpa.
Não estou, nem quero estar, habituada a não te ter.


Adoro-te Francisco.

domingo, 8 de Fevereiro de 2009

If I was a Boy

If I were a boy
Even just for a day
I’d roll outta bed in the morning
And throw on what I wanted then go
Drink beer with the guys
And chase after girls
I’d kick it with who I wanted
And I’d never get confronted for it.
Cause they’d stick up for me.

If I were a boy
I think I could understand
How it feels to love a girl
I swear I’d be a better man.
I’d listen to her
Cause I know how it hurts
When you lose the one you wanted
Cause he’s taken you for granted
And everything you had got destroyed

If I were a boy
I would turn off my phone
Tell everyone it’s broken
So they’d think that I was sleepin’ alone
I’d put myself first
And make the rules as I go
Cause I know that she’d be faithful
Waitin’ for me to come home (to come home)

If I were a boy
I think I could understand
How it feels to love a girl
I swear I’d be a better man.
I’d listen to her
Cause I know how it hurts
When you lose the one you wanted (wanted)
Cause he’s taken you for granted (granted)
And everything you had got destroyed

It’s a little too late for you to come back
Say its just a mistake
Think I’d forgive you like that
If you thought I would wait for you
You thought wrong

But you’re just a boy
You don’t understand
Yeah you don’t understand
How it feels to love a girl someday
You wish you were a better man
You don’t listen to her
You don’t care how it hurts
Until you lose the one you wanted
Cause you’ve taken her for granted
And everything you have got destroyed
But you’re just a boy